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Museu do Amanhã vence prêmio internacional

Museu do Amanhã vence prêmio internacional

O Museu do Amanhã, situado na zona portuária do Rio de Janeiro, recebeu o Prêmio Internacional MIPIM Awards (Mercado Internacional dos Profissionais Imobiliários), na categoria “Construção verde mais inovadora” e superou concorrentes do Reino Unido, Suécia e Alemanha. A cerimônia que escolhe os projetos imobiliários mais importantes já construídos ou em fase de construção no mundo, aconteceu no Palácio dos Festivais, em Cannes, na França.

O projeto do arquiteto do espanhol Santiago Calatrava, foi uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fundação Roberto Marinho e do Santander, chamou a atenção dos jurados pelo emprego de tecnologias verdes para um melhor aproveitamento dos recursos naturais disponíveis na região. A proposta foi a de conceber uma edificação integrada ao meio urbano, à paisagem ao seu redor e que, de forma interativa, promovesse o encontro entre ciência e arte, razão e emoção, linguagem e tecnologia, cultura e sociedade, dinamizando sua arquitetura, transformando-se em um espetáculo.

 

Segundo Ricardo Piquet, diretor-geral do museu, o prêmio é um reconhecimento da conexão entre o conteúdo do Museu do Amanhã, que trata da sustentabilidade do planeta, e o fato de sua sede ser um prédio sustentável. Ainda, acentuou que com o prêmio, a responsabilidade aumenta, tendo em vista que o museu ganha uma maior visibilidade, levando à necessidade de preservação dos sistemas que foram projetados e que compõem a sua edificação.

O edifício inspirado nas bromélias do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, conta com 15 mil metros quadrados de área construída, compostos por 2 pisos e um subsolo. Em seu primeiro piso, situam-se as exposições temporárias, auditório, restaurantes, lojas e a administração; já o segundo piso é reservado as exposições de longa duração. Ainda, o Museu do Amanhã é cercado por espelhos d’água, jardim, ciclovia e área de lazer que totalizam 34,6 mil metros quadrados do Píer Mauá.

 

Seu projeto que contou com a consultoria da empresa Casa do Futuro, tem como pilar a sustentabilidade onde, por exemplo, o seu sistema de climatização que conta com seis bombas situadas no subsolo do prédio puxam as águas frias do fundo da Baía que são utilizadas na troca de calor com o sistema de refrigeração, reduzindo o consumo de energia, evitando o uso de água potável em seu resfriamento.

Além disso, a água da Baía também é utilizada para abastecer os espelhos d’água que tem função não somente estética, como também, contribuem para a redução da temperatura ambiente em 2°. A estimativa é que por ano, são economizadas cerca de 9,6 milhões de litros de água por meio da captação da água da Baía.

 

O museu ainda aproveita ao máximo a luz natural em todo o seu edifício. Sua cobertura é formada por 48 conjuntos de estruturas metálicas que se assemelham a asas móveis, onde foram instalados módulos dotados de cerca de 5,5 mil células fotovoltaicas, que se movimentam de acordo com a posição do sol durante o dia, potencializando a captação de energia solar fotovoltaica, sendo capaz de suprir em até 9% do consumo de eletricidade do edifício, o que economiza cerca de 2.400 mega watt/hora (MWh) de energia elétrica ao ano, o suficiente para abastecer quase 600 residências.

Ainda, no ano passado, o Museu do Amanhã foi o primeiro museu do Brasil a conquistar o selo Ouro na certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental), o segundo mais alto nível de classificação concedida pelo Green Building Council, principal instituição americana na chancela de edificações verdes.