Energia solar traz água potável para o Quênia



 

Para quem tem acesso a água potável, talvez seja difícil imaginar que cerca de 2,2 bilhões de pessoas no mundo não têm serviços de água potável gerenciados de forma segura, o equivalente a um em cada três habitantes do planeta. O que é bastante irônico, visto que cerca de dois terços do planeta Terra é água. A fim de amenizar essa desigualdade, a ONG “Give Power” instalou uma usina movida a energia solar que transforma água salgada do oceano em água potável.

O projeto tem melhorado a vida dos moradores de Kiunga, uma pequena cidade do país africano, que faz fronteira com a Somália, no chifre continental. Além do impacto que tem na vida desta comunidade, utilizando a energia solar o processo de dessalinização da água se torna incomparavelmente mais barato do que usando o método tradicional, que é caro pelo alto consumo de energia.

Embora este não seja o primeiro projeto do gênero, a Give Power está tendo sucesso, e ainda, a organização não planeja parar por aí e pretende usar a tecnologia em outras partes do mundo, sobretudo na África Subsaariana, uma das regiões mais afetadas pela seca.

A fazenda de 50 kW de potência instalada, também possui baterias Tesla de alto desempenho para armazenamento de energia e duas bombas hídricas que operam 24 horas por dia. O sistema pode gerar água potável para 35 mil pessoas diariamente. Antes da instalação dessa tecnologia, as pessoas precisavam viajar por quilômetros em busca de água. Segundo o portal Brightside, a fonte mais próxima disponível até então era a mesma que os animais costumam usar para tomar banho: uma poça cheia de poluentes e parasitas causadores de doenças, como a cólera.

Até 2025, metade da população do planeta viverá em áreas que enfrentam escassez de água e apenas 2,5% da água disponível do planeta é doce, número que está diminuindo devido ao aquecimento global, que causa o derretimento lento, mas progressivo de geleiras e icebergs.

Ciente deste desafio, a GivePower já começou a instalar painéis solares em mais de 2.500 escolas, empresas e instituições filantrópicas em 17 países, e está arrecadando dinheiro para financiar a construção de “fazendas solares de água” em países subdesenvolvidos que enfrentam a seca, de modo a melhorar a saúde e qualidade de vida dessas populações.

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