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Barco totalmente movido a energias renováveis dará a volta ao mu

Barco totalmente movido a energias renováveis dará a volta ao mu

O primeiro barco autossuficiente em energias renováveis está prestes a começar sua jornada ao redor do mundo. O projeto francês “Energy Observer”, que projetou e construiu uma embarcação totalmente movida a energias renováveis, partirá entre abril e junho deste ano em uma expedição programada para durar cerca de 6 anos, realizando 101 escalas ao longo dos 50 países que eles pretendem passar.

O que era um antigo barco de corrida, foi transformado em um barco sustentável, apelidado de “Solar Impulse dos mares”, fazendo alusão ao avião movido apenas por energia solar que deu a volta ao mundo. O barco utiliza a energia solar e eólica, e combina estes recursos energéticos renováveis para produzir seu próprio hidrogênio, a partir da água do mar, armazenando-o a bordo para que em dias que não houver sol ou vento, o hidrogênio armazenado seja consumido, ou seja, ele retira seu recurso energético da natureza, e devolvendo-o sem qualquer prejuízo ou desperdício.

A embarcação é revestida por cerca de 130 m² de painéis fotovoltaicos e duas turbinas eólicas de eixo vertical para a geração de energia, conta também com uma máquina de dessalinização da água do mar por osmose inversa com capacidade de 105L/h, um eletrolisador para a produção de hidrogênio e 8 tanques de 322 litros para armazenamento do hidrogênio gerado a bordo. O hidrogênio é produzido através do processo de eletrólise da água do mar, onde a água (H2O), se divide em oxigênio (O2) e hidrogênio (2H2), através de um processo de eletrólise, onde a corrente elétrica gerada a partir dos painéis fotovoltaicos e geradores eólicos passa pela água, liberando o oxigênio e o hidrogênio que ficam armazenados a bordo.

 Seu custo de adaptação foi de 5 milhões de euros, e atualmente ele está atracado em um porto em Saint Malo, na França, e fará sua primeira parada em Paris. 

O barco possibilitará a difusão da utilização de energias renováveis entre os diversos países do seu trajeto, mostrando a solução inovadora adotada, mostrando que é possível a redução total do uso de energias de origem fóssil , visto que 96% das embarcações utilizam o derivado de petróleo, emitindo gases poluentes e consumindo os recursos do planeta. As expedições que anteriormente tinham o intuito de conquistar territórios e se apropriar de riquezas, hoje, tem como missão explorar, descobrir e compartilhar soluções para um futuro mais limpo. A expedição apelidada “2017 – 2022 uma odisseia para o futuro”, conta ainda com o apoio da UNESCO para realizar a missão de promover a energia renovável, chamando atenção para os desafios da transição energética.  

A viagem deverá custar ao longo de cada ano, cerca de 4 milhões de euros, a equipe realizadora do projeto, que conta com cerca de 50 pessoas, entre eles, arquitetos, engenheiros e navegadores, e tem a colaboração do Laboratório de Inovação para Novas Energias da Universidade de Grenoble, na França. Participarão da expedição o velejador e oficial da marinha francesa Victorien Erussad, acompanhado pelo explorador e documentarista Jérôme Delafosse.

A expedição passará pela França e Mar Mediterrâneo neste e no próximo ano, seguindo em 2019 para o Norte da Europa e, deverá chegar nas américas a partir de 2020, passando pela Ásia e Oceania em 2021, terminando seu percurso em 2022 após passar pela África e Oriente Médio. A embarcação deverá aportar em locais que possam sensibilizar o público para a transição energética e a preservação do meio ambiente. 


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