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A energia solar entra em campo

A energia solar entra em campo

O futebol é no Brasil uma paixão nacional, e mais do que isso, é o esporte mais popular do mundo, praticado em todos os países, nos cinco continentes, e independente de questões políticas, religiosas, econômicas ou sociais, o futebol faz parte do cotidiano das sociedades atuais.

Os clubes e estádios de futebol possuem altos gastos devido ao seu grande consumo de energia, e assim, a energia solar surge como uma solução na harmonização do custo energético dos clubes além de garantir sua sustentabilidade.

No mês passado o clube Atlético-MG anunciou, antes da partida contra o Vitória-BA, uma parceria com a empresa de energia solar Solatio. Ela vai patrocinar o clube por meio da doação de uma usina fotovoltaica na cidade de Jaíba, no Norte de Minas, que será responsável pela produção de parte da energia usada na sede do Galo em Belo Horizonte, nos clubes Labareda e Vila Olímpica e na Cidade do Galo.

 

Serão investidos 5,8 milhões de reais no projeto que contará com 3.840 módulos fotovoltaicos dispostos numa área de 3 hectares, com uma potência instalada de 1267 kWp, a estimativa é de que a usina seja capaz de produzir anualmente 2.289 MWh. Segundo o diretor administrativo do Atlético-MG, Lucas Couto, a parceria também evidencia sua faceta sustentável e seu pioneirismo, tornando-se o primeiro clube brasileiro a ter uma usina fotovoltaica.  

Ainda, a usina será personalizada com o escudo do Galo e economizará, em média, 10% dos gastos do clube na conta de energia durante toda a vida útil do sistema, uma economia em torno de 4 milhões de reais ao longo dos anos.

 

Estádios Sustentáveis

Na Inglaterra, um de seus maiores clubes, Arsenal, firmou uma parceria com a empresa de energia solar Octopus Energy, para a execução do projeto que abastecerá todas as instalações de seu estádio, o Emirates Stadium. Assim, tanto o clube quanto seus torcedores se beneficiam com o início da operação do sistema fotovoltaico, reduzindo os custos com energia elétrica, acarretando na redução dos valores cobrados nas entradas, aos torcedores do Arsenal.

A energia gerada pelo sistema fotovoltaico deve também abastecer todos os dispositivos eletrônicos, quando houver jogos no estádio e ainda, garantir que seu público tenha acesso aos canais digitais do Arsenal, para que possam participar de promoções e inciativas de marketing do clube.

Administradores de grandes construções tem cada vez mais se preocupado com sustentabilidade, pois tanto o custo das obras é grande, como também é alto o custo da manutenção da edificação ao longo dos anos. Com isso, estádios no mundo todo tem dado um show de eficiência energética, de forma que se reduza o custo energético e o impacto sobre o meio ambiente. Confira alguns deles:

 

Kaohsiung, Taiwan

O estádio de Kaohsiung, em Taiwan, de fachada futurística, carrega o título de primeiro do mundo 100% solar. Em seu teto, 8.844 placas solares fornecem energia o suficiente para 3,3 mil lâmpadas e 2 telões para a transmissão de jogos. A arena criada em 2009, para os Jogos Mundiais (caracterizado pela realização de esportes reconhecidos pelo COI, que não fazem parte do programa olímpico), tem capacidade para 55 mil pessoas e evita anualmente a emissão de 660 toneladas de CO2.

 

Stade de Suisse, Berna

O Stade Suisse, em Berna, foi construído em 2005 no lugar do antigo Estádio Wankdorf, para a Eurocopa de 2008, o estádio foi aos poucos aumentando sua capacidade instalada e hoje possui 7.930 painéis instalados em uma área de 12 mil m² que produzem ao ano cerca de 1,13 GWh e ainda, ajuda a evitar a emissão de 630 toneladas de CO2 no mesmo período.  

No Brasil, a Copa do Mundo de 2014 foi o grande evento fomentador da utilização da energia solar nos estádios para a obtenção da certificação FIFA. Ao todo, 6 estádios que foram construídos ou reformados para o evento, foram contemplados com a tecnologia. Confira:

 

Maracanã

Com as reformas para a Copa do Mundo de 2014, o estádio recebeu 1.552 painéis fotovoltaicos instalados numa área de 2.380m² na borda do anel da cobertura do estádio. O sistema de 400kWp permite a geração de 500MWh de energia, o que equivale ao consumo de 240 famílias ao ano. O projeto evita a emissão de 2.560 toneladas de CO2 na atmosfera por ano. 

 

Mané Garrincha  

O estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi inaugurado em 2013 também como parte dos estádios para a Copa do Mundo de 2014. Com capacidade para 70.000 torcedores, é o estádio da Copa com maior sistema fotovoltaico, com 2,5 MWp instalados em sua cobertura. São cerca de 15 mil m² de painéis fotovoltaicos, o equivalente a 75% da área de concreto da cobertura, que geram uma energia de 3mil MWh por ano, o suficiente para o consumo de 60 mil residências.

 

Mineirão

Um dos primeiros estádios a ser entregue durante as obras da copa, o estádio do Mineirão foi reformado e contemplado com uma usina fotovoltaica de 1,42 MWp em sua cobertura. Ao todo, 6.000 painéis fotovoltaicos geram energia elétrica o suficiente para suprir o consumo de cerca de 900 residências ao ano.

 

Arena Pernambuco, Recife/PE

A usina solar da Arena Pernambuco não fica instalada no estádio, mas sim em uma área de 15mil m² anexa ao estádio, sendo responsável por cerca de 30% do consumo de energia do estádio. São cerca de 3.652 painéis que geram 1MWp de eletricidade, o que resulta na geração de 1,5 mil MWh ao ano, suficiente para abastecer uma média de 6 mil habitantes. A produção excedente é injetada na rede da CELPE.

 

Estádio Pituaçu, Salvador/BA

O Estádio que durante a Copa passou por reforma e ampliação, hoje tem capacidade para 32.157 espectadores. Sua usina, produz 633 MWh ao ano, economizando 400 mil reais ao ano. O estádio autossuficiente em eletricidade, fornece ainda, a energia excedente produzida aos prédios das secretarias do Trabalho (Setre) e da Administração (Saeb), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). O estádio Pituaçu é considerado pioneiro na geração de energia através de sistemas fotovoltaicos no Brasil.

 

Arena Fonte Nova, Salvador/BA

A Arena da Fonte é mais um estádio baiano com selo de sustentabilidade. O estádio possui um sistema fotovoltaico capaz de gerar 750 MWh por ano – o equivalente ao consumo médio de 625 residências baianas. Os painéis foram instalados no anel de compressão da cobertura.

Outros clubes como Corinthians e São Paulo já fazem estudos para a implantação de plantas fotovoltaicas em seus estádios Itaquera e Morumbi, respectivamente. Muitos clubes e administradoras de estádios em todo o globo já geram sua própria energia.

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