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Redes inteligentes já são realidade para grandes consumidores

Redes inteligentes já são realidade para grandes consumidores

As concessionárias de energia estão instalando grandes redes de transmissão de dados para se adaptarem à nova realidade das smart grids (SG), ou redes inteligentes. É consenso no setor que as SG gerem benefícios a toda a cadeia - do governo, passando pelas concessionárias, até o usuário final. A única dúvida, apontada no Fórum Smart Grid, ocorrido nesta terça-feira, 18, em São Paulo, reside em quem pagará a conta do investimento.

Empresas do setor argumentam que o investimento na modernização das rede deve ser compartilhado com o poder pública, tendo em vista que as smart grid reduzem riscos e aumentam a eficiência energética.

Entre os benefícios para as empresas estão a redução de custos, gestão dos ativos de mediação e proteção da receita; para os clientes as vantagens são gestão do consumo, agilidade na detecção de falta de energia e monitoramento da qualidade.

Os resultados justificam o investimento e, por isso, mesmo com o impasse algumas concessionárias avançam na implantação das smart grids, principalmente para a gestão da base de clientes de alto consumo.

Uma delas é a CPFL. Com três centros automatizados - para medição, despacho e operação de sistema - companhia hoje já despacha ordens de serviços remotamente e algo entre 25 mil e 26 mil medidores inteligentes, além de quase 5 mil chaves automatizadas.

"Para isso, a infraestrutura de telecom tem que ser eficiente. Implantamos uma rede Mesh que suporta esta operação", conta Paulo Ricardo Bombassaro, diretor de engenharia da CPFL. A rede Mesh, ou rede de malha, é uma alternativa de protocolo ao padrão 802.11 para diretrizes de tráfego de dados e voz, em substituição às redes a cabo ou infraestrutura wireless.

Fornecida pela Silver Spring Networks, a rede Mesh interliga os medidores à central da CPFL em Campinas, no interior de São Paulo.

Junto com a rede, a CPFL também implementou um sistema ERP (enterprise resource planning) e um sistema de bilhetagem (billing), para faturamento do serviço. Toda esta estrutura, segundo Bombassaro, foi projetada para suportar a operação futura da CPFL. "Este é um projeto feito pra o Grupo A, que representa cerca de 40% do faturamento da empresa", indica.

Para atender aos consumidores medianos (Grupo B), a CPFL tem em curso um RFP (request for proposal), com algumas provas de conceito para avaliar as tecnologias. O projeto deve atender a 2 milhões de clientes, quando estiver a pleno vapor, mas já há medidores inteligentes operando em 100 clientes; e 200 em condomínios horizontai. A implementação em larga escala deve ser iniciada em alguns meses, segundo Bombassaro, assim que o sistema for homologado pelo Inmetro.

“Com a rede Mesh instalamos o centro de gerenciamento e o sistema MDM (mobile device management)”, informa o executivo, ao informar que o centro, instalado em Campinas, atende a todas as empresas do grupo e gerencia, atualmente, mais de 20 mil medidores.

Continuidade do serviço

Para reduzir as interrupções no fornecimento de energia, a Elektro passou a investir, em 2013, na automatização da rede. Também começando pelo Grupo A (alto consumo), a empresa implementou rede e medidores com tecnologia GPRS - tecnologia que tem o objetivo de aumentar as taxas de transferência de dados entre celulares, facilitando a comunicação e o acesso a redes, para conectar os consumidores a ao centro de operação.

“Enfrentamos dificuldades para trabalhar com rede Mesh”, diz André Augusto Telles Moreira, diretor de operações da Elektro, ao dizer que a infraestrutura atende a 90% dos consumidores de alto consumo e o restante é conectado à rede por Bluetooth.

Ano passado (2014), a Elektro iniciou teste da plataforma PLC-RF - rede dupla para suportar dispositivos alimentados com bateria e operados com e sem fio – em São Luiz do Paraitinga, no interior de São Paulo. Na cidade já estão conectados bicicletas e ônibus elétricos à rede da Elektro.

Com a rede automatizada, a empresa também testa os serviços de corte e religa remotos utilizando rede RF Mesh no Guarujá, litoral paulista. “Estams testando o modelo. Das 170 estações, 120 já estão automatizadas”, informa Moreira.

 

 

FONTE: IPNews - http://www.ipnews.com.br/telefoniaip/index.php?option=com_content&view=article&id=35177:redes-inteligentes-ja-sao-realidade-para-grandes-consumidores-de-energia-eletrica&catid=25:casos-de-sucesso&Itemid=458


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